Mosaico

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Deus (in?)Justo


Esse texto ficou tão comprido que apenas os fortes conseguirão chegar ao fim... haha

O homem gosta de justificar seus problemas pessoas e os problemas mundiais através da injustiça de Deus. Quando o homem crê ou tende a crer na existência de Deus, busca fatos que o cercam e experiências pessoais, interpessoais e tradicionais para explicar a natureza de Deus. Quando o faz sem a Luz da Palavra, o homem limita a natureza e o caráter de Deus apenas até onde seus olhos podem enxergar ou sua imaginação o possa levar. É por isso que tende a justificar a natureza de Deus como um carrasco injusto, um pai carrancudo ou um ser superior que pouco se importa com a humanidade e com toda a criação. Há tantas cópias piratas de Deus que faz com que o homem desacredite em Sua existência ou em Sua natureza de Amor.

Pode parecer injusto Deus ter escolhido um povo para si, mas fica mais fácil de entender essa escolha quando entramos na história apresentada pela Bíblia. Abrão foi um homem que se destacou por ser um dos únicos, ou talvez o único, que permanecia buscando a vontade de Deus e ter um contato com Ele. Os outros povos ao seu redor estavam contaminados com os deuses, que lhe ofereciam opção de barganha para manipulação e conquistas egoístas. Deus não pode ser manipulado, pois Ele é Deus e isso basta. Mas Abrão, buscava entender a natureza de Deus e embora estivesse rodeado de exemplos que o afastassem de Deus, ele buscava voltar a Deus e ouvi-lo.

Deus escolheu Abrão, talvez porque Abrão buscasse fazer o melhor a Deus. Deus identificou em Abrão um homem cuja o coração sempre se voltava a Ele. Abrão entregou seu único filho para declarar que Deus era soberano sobre sua vida. Então Deus o abençoou com uma nação que é a Nação Judaica, ou o Povo de Israel.

O homem faz suas escolhas e deve arcar com suas consequências. Ora, o que isso tem a ver com a Justiça “injusta” de Deus? Na verdade, quando entendemos que o homem faz suas escolha e suas escolhas trazem consequência, é mais fácil entender que as escolhas egoístas só levam a ofensa do próximo, e torna-se um ciclo de ofensas e má atitudes que vai terminar no pé de quem começou com as próprias atitudes egocêntricas.

Deus tem o tempo que quer, pois Ele mesmo está acima do próprio Tempo. Deus pode enxergar tudo em câmera rápida, toda a história do universo ou mais, toda a história de todas as existências. Para Deus, essa história é apenas um dia. Veja, se seu filho fizer algo errado, você o corrigirá se quiser que ele cresça e se torne alguém melhor. Por exemplo, se ele desobedecer uma ordem, você pode sentar com ele conversar, explicar o porquê de não fazer aquilo. Você pode chegar a ele e dizer: “Filho, se você for para a rua enquanto o pai não estiver aqui em casa, eu terei de tirar algo que você gosta, você não deve jogar vídeo-game por uma semana. Pois a rua tem muitos carros e você pode se machucar e eu não quero que isso aconteça.” – se seu filho insistir em desobedecer, você como um bom pai, cumprirá a palavra e o doutrinará, para que ele entenda que fez foi errado.

Deus faz a mesma coisa com seu povo, e por mais que pareça sádico deixar um povo caminhar por 40 anos em um deserto, para Deus 40 anos foi menos que uma semana... Para seu filho, com certeza uma semana pareceria uma eternidade, pois a compreensão que um garoto de 7 anos tem de uma semana é bem diferente de quem tem 40 anos. Para Deus também passa rápido e por mais que você e eu queremos dizer que o que importa é a nossa perspectiva, na verdade, crendo em Deus podemos dizer com toda a convicção que o que importa é a perspectiva de Deus – por mais que doa em nosso ego... nesse caso podemos parecer com uma criança de 7 anos que faz birra por não poder jogar vídeo-game por uma semana.

Voltando em Abrão, ou agora já Abraão, Deus fez um pacto com ele e não quebra Sua aliança. Então se o povo era obediente, Deus abençoava, se era Desobediente, Deus corrigia. Simples assim.
E os outros povos? Eles também tiveram a oportunidade de seguir a Deus, deixar as suas barganhas e seus egoísmos, mas escolheram a si próprios. Assim, a consequência dessas escolhas é o que vemos por aí nas ruas, nos bairros, cidades, países. Tudo é consequência de escolhas.
Por isso vivemos as injustiças que no mundo há. Essas injustiças não são produzidas por Deus, a verdade é que a injustiça é produzida pelo próprio homem e Deus como um ser puro e justo aplica a justiça do que foi apresentado em Sua lei que está em todas as culturas e em todas as consciências dos povos e seres humanos. Todos sabem que matar, roubar, mentir é errado, isso já está no inconsciente coletivo.
Para Deus tudo passa rápido, como um dia, ou como uma semana e se estamos passando por dificuldades é porque vivemos num mundo onde impera os atos egoístas que nos afetam, tendo nós culpa ou não e o que nos impulsiona para termos nossos próprios atos de egoísmo numa tentativa de fazer justiça, mas uma justiça incompleta, enfadonha, medíocre.

Foi por isso que Deus nos enviou Seu Filho para morrer por nós, pois vivemos nesse círculo vicioso de atos egoístas e precisamos de Sua ajuda. É por isso que chegar ao Céu apenas com boas obras é impossível, pois nunca teremos tantas boas obras para justificar nossos erros. Apenas um sacrifício mortal pode pagar pelo nossos erros e esse sacrifício ou é meu ou do Filho de Deus. O problema é que quando preferimos ir para a morte caímos nas trevas e ali permanecemos eternamente, pois é o que merecemos. O Filho nunca errou, nunca pecou e por isso depois de visitar o inferno, subiu a Terra novamente e reviveu, pois Ele não merecia a morte. Mas pagou com morte por nosso erro e é por isso que apenas por Sua morte que somos salvos.

Então significa que para chegar ao Céu devemos entender que apenas Cristo nos salva. Por isso devemos acreditar nisso com todo o nosso entendimento e sentimento. Pois o próprio Deus se fez humano, abrindo mão de todo o Seu Poder e Realeza, para se fazer como homem e passar por todas as tentações que passamos. Todas. Além disso, saber que seu fim no tempo finito era a morte violenta de apanhar muito e ser pregado nos pulsos e pés, ser pendurado e ridicularizado até que seu sangue não tivesse mais força para alimentar seu coração e cérebro.
Esse é o Deus do Amor. O Deus que se fez homem, morreu e reviveu para nos dar a vida Eterna. Não existe injustiça na sua essência e nunca existirá. Um Deus mais que justo, um Deus amoroso. 

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